quinta-feira, 19 de maio de 2011

Há de passar... Só!

Você já dormiu na minha cama
Já ouviu da minha música
Se aninhou nos meus braços
Me buscou na porta de casa
E disse que era de coração

Então por que?
Por que?
Foram três e somos dois
Três passam por nós
E apenas juntos podemos muito mais

Há de voar sozinho para perecer
Há de me encontrar só
para entender
Que não há nada que me remonte
Nenhuma fórmula ou argumento

Quando você me soltou
Tive de me sentar, parar...
Respirar e pensar...
E nessa hora eu...
Eu ainda nem interpretei

Menino-grande-amor
Homem do negócio
Me diz quando a minha ficha vai cair...
Se nossas experiências são tão desiguais
Então me ensina a enlouquecer contigo
Mostra o caminho que está fora do mapa

Só que você já enjôou da minha cama
Desligou a minha música
Agora recusa o meu corpo
E até hoje erra a entrada da minha rua
Não tem coração?

Mas por que?
Por que?
Se foram três e somos dois
Três passaram por nós
E juntos poderíamos ter ido muito mais

Há de voar sozinho para perecer
Há de me encontrar só
para entender
Que não me apaguei no olhar dos outros
Que não vou morrer aos poucos

E a gente ainda vai se ver
A gente se encontra
Numa nova plataforma
Numa noite de estranheza
Um passa pelo outro
E o outro apenas há de passar. Só!

Um comentário:

Alek Silva. disse...

Que belo poema ! me encanta ;*

www.theatrevidos.blogspot.com